Sobre a Autora

Devo, de antemão, alertá-los de que não há nada de excepcional na história que lhes contarei em seguida.

 

Como muitos por ai, no dia 20 de setembro de 1990, nasceu a personagem principal dessa singela história. Não muito diferente dos outros bebês que estavam na maternidade, talvez apenas por uma estranha mancha azul na lateral de seu nariz que muito convenientemente seu pai chamou à atenção. Ela cresceu e se apaixonou por literatura.

O que de fato me deixa curiosa, é que tal garotinha pouco se interessou por ler quando pequena. De fato, só gostava dos livros com bastante imagens. E se só apenas figuras existissem, te garanto que a pequena não se importaria. Seu principal divertimento era brincar com seu irmão. Fosse o que fosse, ela topava. Futebol, basquete, corrida, carrinho, video-game, e até mesmo o lunático Porradobol. Ela era tão espoleta que incapaz de se conter com o que havia, inventou uma brincadeira. Em poucos dias virou o hit do horário da saída na escola e isso lhe custou um dente.

Mas o mais incrível de tudo isso é que, mesmo com as estripulias e com o pouco interesse por literatura, aos oito anos, tal criaturinha escreveu uma história. Tratava-se de um macaco dado à malandro, que roubava um bolo e no final se arrependia. Devo admitir que de criativa essa historinha pouco tinha, mas a gente dá um desconto, não é?

Seu primeiro e real contato com os livros se deu em 2001, quando o primeiro livro da série Harry Potter começava a fazer sucesso no Brasil. Foi só começar um que nunca mais parou, depois disso, desenhou Mapas do Maroto, transformou amendoeira em Salgueiro Lutador, cantina de colégio em Dedos de Mel, e uma infinidade de coisas tolas e banais, que passam despercebidas para todo o resto do mundo em pedaços de uma realidade que existia apenas entre papel.

Durante longos anos, já não mais garotinha, sua estante se entulhava de livros. Se deixassem, passava horas e horas colada com a cara nas páginas. Até o dia em que sua paixão se tornou tão grande que ler não era mais suficiente. Aos 14 anos, inconformada com o desfecho do quinto livro da série de Rowling, em que Harry termina sozinho, ela decide criar uma personagem que pudesse fazer par romântico com ele. Em seus devaneios mais secretos, tinha total certeza de que, ao enviar a história de sua personagem à Londres, J. K. Rowling não teria outra reação além de se apaixonar pela idéia e utilizá-la em seus próximos livros. Já deu para perceber que a nossa jovem não batia bem da cabeça, coitada… Ela, de fato, chegou a criar a personagem, nomeada de Rebecca Torres Tompson. Sua história tinha 11 páginas, que foi encadernada, envelopada e, acredite quem quiser, enviada à Londres.

Não precisa ser muito gênio para saber que tudo isso não deu em nada. Foram R$ 16,00 gastos no envio via Sedex, mas que não foram a toa. Ela pode não ter conseguido virar co-autora dos livros que adora e que foram indiretamente responsáveis pela criação deste blog, mas essa pequena aventura proporcionou muito mais. Aos 16 anos começou a escrever outras histórias, a princípio, para sua própria diversão. Já são seis, nenhuma delas concluída, mas o que vale é a intenção!

Hoje, bem mais velha, a personagem de nossa história faz Design de Interiores na UFRJ, e tanta conciliar o horário integral de suas aulas na faculdade com a dança de salão e seus textos. Devo dizer que ela não tem sido tão bem sucedida nesse quesito porque, infelizmente, seus dias só têm 24h.

6 Comentários (+add yours?)

  1. maria siqueira
    out 10, 2010 @ 10:20:42

    Vc é uma fofa querida!!!!!!
    Amo demais tê-la conchecido desde pequenina e, ainda estar lúcida, rsrsrs, para estar aqui postando esse comentário.

    Seu poema é dos mais lindos que já vi escrito, por pessoas tão jovens qto vc.
    Acredite!!!!!!!!!!!

    Devo alertá-la, de que vc é totalmente especial, sim!!!!!!!!!!
    Vc, seu blog e seus escritos são”sui generis,” ou seja são Letícia (Alegria) para mim.

    Bjs da titia, do coração,

    Maria

    Responder

  2. Aline
    mai 11, 2011 @ 10:08:38

    Olá, tenho tanto “pré-conceito” dos livros de Harry Potter e Senhor dos Anéis, até porque não sou da geração anos 90, e sim dos anos 80. Mas enfim, como ouvi um pai dizendo que a primeira vez que viu sua filha com um livro foi graças a Harry Potter, então, com certeza tem sua importância.
    Encontrei você no blog no blog letraselivros que estava no blog entremulhereseletras; e adorei conhecer seus contos e sensibilidade. Continue escrevendo, poxa vida!
    E vou colocar na minha lista de leitura alguns livros da série de Crespúculo para acompanhar um pouco mais de ficção.
    Beijos

    Responder

    • Crônicas de Micro-ondas
      out 05, 2011 @ 14:52:29

      Oi Aline!
      Concordo com você que tudo o que estimula jovens e crianças a lerem, vale a pena. Eu mesma fui uma que só me apaixonei por livros depois de Harry Potter. Crepúsculo foi uma série que li para ter base na hora de dialogar sobre o livro com outras pessoas, mas admito que não me interessou muito, achei a história um pouco previsível, mas vale da mesma forma, já que fez jovens se apaixonarem por literatura da mesma forma!
      Sei que tenho que continuar escrevendo, mas a faculdade tem roubado, além do meu tempo, toda a minha criatividade.
      Prometo que assim que puder, volto a escrever.
      Obrigada pelo apoio.
      Beijão!

      Responder

  3. Armando
    nov 04, 2011 @ 00:08:38

    Que historia foi essa!! A parte da mancha azul do nariz realmente eu nunca reparei… Mas a historia da sua vida foi realmente muito legal. Você mandou as 11 paginas pra Londres!!! rs. Depois de ver seu blog percebi q você escolheu a carreira errada na faculdade (apesar de desenhar muito bem). Agora sobre a parte de dançar… Você dança muito mal… Parabéns pelo blog. Está muito bom!
    =D

    Responder

    • Crônicas de Micro-ondas
      mar 05, 2012 @ 01:27:43

      HAUHAUHUAHUH

      ARMANDO!

      Bom, a mancha no nariz é realmente discreta! Não creio que fosse reparar e, de qualquer forma, hoje em dia ela é menos aparente…
      Sobre escolher a carreira errada na faculdade, discordo um pouco, porque acredito poder fazer as duas coisas, o design e a literatura, pois tudo o que se faz com paixão dá bons frutos, e quando a gente quer, tudo se pode.

      Tentarei dividir melhor meu tempo esse período e continuar escrevendo por aqui…
      Obrigada pela visita, Armando!

      Responder

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